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 Algodão.
31 de Agosto, 2020 - 14:39
Ferramentas de monitoramento auxiliam no controle das principais pragas do algodão
     

 De acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) na atual safra 2019/20, a produção estimada é de 2,93 milhões de toneladas de pluma, 5,4% superior à da temporada passada. As condições climáticas, de modo geral, favoreceram o bom desenvolvimento das lavouras, com o fim da colheita estimada para setembro.


Um dos maiores desafios dos cotonicultores, é a grande quantidade de pragas que atacam esse tipo de cultura e se não controladas, podem reduzir drasticamente a produtividade e rentabilidade das lavouras. 


Entre os principais invasores dos algodoeiros, podemos citar oito pragas:


Ácaro-branco: as folhas apresentam ondulações, virando a margem para baixo à medida em que envelhecem. Os ataques trazem grandes prejuízos à produtividade;


Ácaro-rajado: atacam as folhas, onde surgem manchas avermelhadas e lesões descoradas. A partir dos danos às folhas, o restante da planta é afetado, reduzindo a qualidade das maçãs;


Ácaro-vermelho: inicialmente atacam as folhas e depois a planta toda. As folhas ficam com manchas avermelhadas e depois caem;


Bicudo-do-algodoeiro: trata-se da praga com maior ocorrência nos algodoais, com poder de destruição de até 70% da lavoura em uma única safra. O ataque acontece nos botões florais, podendo ocasionar a destruição completa da planta;


Mosca-branca: se alimenta da seiva dos floemas, retirando os nutrientes das plantas e levando-as à morte ou queda na produção.  As folhas atacadas ficam amarelas e caem;


Percevejo-castanho: larvas e insetos adultos sugam continuamente a planta, fazendo-a definhar e morrer. As larvas também inoculam um componente tóxico que impede a rebrota;


Pulgão-do-algodoeiro: possui uma enorme capacidade de reprodução e infestação e ataca a planta como um todo. Os pulgões enfraquecem o algodoeiro pela sucção constante e ainda abrem espaço para a entrada de doenças como viroses;


Spodoptera frugiperda: as larvas raspam as folhas, ocasionando perfurações em formatos variados. É conhecida pela resistência a inseticidas;


Para manter o nível de infestação dos insetos sob controle é preciso a adoção de um conjunto de medidas por parte do cotonicultor. Entre elas está o Manejo Integrado de Pragas (MIP), utilizado em conjunto com os controles químico e biológico.


O sucesso do MIP depende de um monitoramento eficiente e constante, que pode ser intensificado com ferramentas como o Farmbox, capaz de oferecer aos gestores rurais uma tecnologia fácil e rápida de usar, que traz informações importantes por meio do acompanhamento de pragas e doenças, plantio e semeadura.

Fonte: P do A.
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