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 Etanol de Milho.
30 de Julho, 2020 - 14:29
Mercado de coprodutos do etanol de milho segue em alta
     

 Empregados como fontes de proteínas para a produção animal, o DDG e o WDG, respectivos resíduos seco e úmido da produção do etanol de milho, são praticamente disputados pelos produtores de criações em confinamento.


Por sua vez, essa disputa ocorre pelos bons resultados no emprego dos coprodutos como suplemento alimentar.


Exemplo: a União Nacional do Etanol de Milho (Unem) relata, em sua website, que o DDG garante teores de proteína bruta que variam entre 26 a 30%.


É um volume bem acima de outras fontes proteicas para gado de corte, como o farelo de soja. Além disso, os coprodutos são adaptáveis na dieta de bovinos, suínos e aves e são de fácil digestão.


Preços competitivos


Mas além da qualidade protéica, os coprodutos são disputados por conta dos preços competitivos.


Como exemplo está levantamento da a Scot Consultoria, empresa especializada na coleta, análise e divulgação de informações de mercado para o campo.


Conforme o levantamento mais recente, com informações referentes a segunda quinzena de junho, a cotação média da tonelada de DDG valia R$ 855,39 no Mato Grosso e em Goiás, os principais estados produtores de milho e de etanol do cereal do país.


Essa média não considera o frete e leva em conta preço convertido para 32% de proteína pura. E exclui o WTG, que, ao contrário do DDG, tem concentração de água e, assim, possui valor menor.


Por sua vez, o valor médio da tonelada de DDG da segunda quinzena de junho valorizou 11,3% sobre a cotação média de igual período de março deste ano.


Naquela oportunidade, a tonelada média do coproduto do etanol de milho valia R$ 768,52 em Goiás e no Mato Grosso.


 


Em síntese, a alta de 11,3% é registrada em plena pandemia de covid-19, período no qual a produção de proteína animal seguiu avançada por conta da demanda interna e externa.


Ao mesmo tempo, os meses de abril a junho também coincidem com a queda na venda de etanol, seja ele de milho ou de cana-de-açúcar, por conta do isolamento social que reduziu drasticamente a circulação de automóveis.


Em relato, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) destaca que as vendas de etanol no mercado interno retraíram 40,60% na última quinzena de maio.


A queda, no entanto, foi menor nos primeiros 15 dias de junho e ficou em 22,97%, relata a UNICA.


Coproduto de etanol de milho e farelo de soja


O levantamento da Scot revela, também, que o DDG desbanca o concorrente farelo de soja. Em síntese, o estudo revela que, na média, a tonelada de farelo de soja no Mato Grosso valia médios R$ 1.648,89 na segunda quinzena de junho.


Trata-se, assim, de uma alta de quase 100% ante os médios R$ 855,39 da tonelada de DDG. Aí está explicada a corrida: se o coproduto do etanol de milho supera o farelo de soja em termos protéicos para o gado, para que pagar mais?


Mas como deverá se comportar o mercado de DDG nos próximos meses?


De bom para melhor.


Ou seja: as expectativas são de manutenção dos preços firmes.


O principal motivo é a oferta limitada de DDG. Há pouco coproduto disponível. Prova disso é que a o site da Unem listava em 01/07 apenas quatro usinas de etanol de milho com oferta do produto. Note que o setor integra 8 dessas usinas apenas no Mato Grosso.


Entretanto, a oferta do coproduto tende a ficar na média registrada até o começo deste julho, com estoques mínimos para atender aos produtores que se preparam para o segundo giro de confinamento do ano.


 


De forma geral, entre 16/04 a 16/06 as usinas de etanol de milho produziram 417,3 milhões de litros, segundo a UNICA.


Para tanto, as unidades consumiram pouco mais de 1 milhão de tonelada de milho, já que cada tonelada do cereal rende 400 litros.


Finalmente, a quantidade de milho processada até 16/06 pelas usinas de etanol gerou 380 toneladas de DDG, uma vez que cada tonelada rende 380 quilos do coproduto.


Em valores, a partir da tonelada a R$ 855,39, gera um reforço no caixa de R$ 325 mil. É certo que o valor médio da tonelada de DDG pode sofrer oscilações até dezembro.


Mas caso as usinas de etanol de milho confirmem a previsão de fabricar 2,7 bilhões de litros nos 12 meses deste ano, elas irão ofertar 1,5 milhão de tonelada do coproduto, como destacou em maio o Energia Que Fala Com Você.


Convertidos em valores de 16/06, esse 1,5 milhão de tonelada chega a R$ 1,3 bilhão.

Fonte: P do A.
* O NortãoNews não se responsabiliza por comentários postados abaixo!
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