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 Incidência de Mastite
5 de Junho, 2020 - 17:30
Os prejuízos e desafios que vem com a alta incidência de Mastite
     

 Atualmente, temos acesso há várias metodologias e ferramentas online, que podem nos auxiliar a calcular o impacto de casos de mastite no bolso do produtor, comumente associados aos prejuízos econômicos diretos, como: o custo de tratamento e descarte de leite e, indiretos, como: a perda de produção futura por lesão do parênquima glandular, descarte involuntário, perda de performance reprodutiva, etc, em decorrência de casos de mastite clínica, ou mesmo subclínica, devido à perda de produção muito bem catalogada na literatura científica e relacionada ao aumento da CCS. Em geral, o produtor se preocupa mais com os custos diretos da mastite, porém os custos indiretos podem assustar. Vale a pena o exercício de calcular o impacto econômico da mastite no rebanho e, agir em áreas relevantes o quanto antes. Sabemos que a incidência média de mastite no Brasil é bastante alta e afetando entre 5 e 10% de vacas ao mês, o que na maioria dos rebanhos podem chegar a custos que passam facilmente de mil reais por vaca.


Dentre vários tipos de estratégias e medidas de precaução que podem ser adotadas no combate à mastite clínica e subclínica, e consequente melhoria da saúde do úbere e qualidade do leite, normalmente nos esquecemos – ou pelo menos subestimamos em muito – o papel da nutrição como fator fundamental em “armar” a vaca com um sistema imune eficiente!


Muitos grupos de pesquisa tem associado a diminuição da capacidade imune em vacas de leite aos problemas de balanço energético negativo, comum no período do pós-parto. Por exemplo, dados recentes de Barletta et al. (2017) claramente mostram o impacto da perda excessiva de peso corporal e condição corporal no pós-parto, evidenciado por maiores níveis sanguíneos de BHBA/NEFA, e maior probabilidade de doenças após o parto incluindo o aumento na incidência de mastites. Na verdade, no estudo de Barletta et al. (2017) a incidência de mastites durante a lactação, praticamente dobrou nos animais que perderam mais peso (~30%), se comparado aos animais que mantiveram ou ganharam (~17%) peso no pós-parto.


Mas enfim, qual seria a relação entre incidência de mastites e a nutrição? A resposta é a princípio simples: desbalanços nutricionais, como o balanço energético negativo e, a acidose ruminal (clínica ou subclínica), podem alterar a capacidade imune da vaca.


 


A complexidade obviamente existe em explicar os mecanismos pelos quais a nutrição afeta a imunidade. Nesse sentido, uma revisão contemporânea do assunto claramente explica que a perda de peso, decorrente da perda de tecido gorduroso, também conhecido como lipólise, pode afetar várias áreas do sistema imune e pode, entre outros efeitos, diminuir de forma direta a função das células de defesa presentes na circulação, mas também indiretamente diminuindo vários sinalizadores endócrinos corporais e, consequentemente, a capacidade de renovação dessas células de defesa pelo organismo do animal (Danicke et al. 2018). Em particular, os níveis circulantes de ácidos graxos não esterificados (ou simplesmente NEFA), podem funcionar como bons marcadores do status imune da vaca. Essa possibilidade foi claramente documentada em um estudo realizado por Ster et al. (2012), que verificou que a função celular do sistema imune, foi gravemente comprometida com aumento dos níveis de NEFA como mostrado na Figura 1 – adaptada/traduzida de Ster et al. (2012).


O estudo de Ster também mostra, que com diminuição dos níveis de NEFA no pós-parto ocorre uma melhora na função fagocítica dos neutrófilos e na liberação de imuno-moduladores celulares ou interferons – que representam-se como um mecanismo de comunicação celular dentro da cascata de resposta imune do animal. Em termos práticos, animais que perdem muita condição corporal no pós-parto têm altos níveis de NEFA no sangue, inibindo a função imune da vaca de várias formas. Assim, um manejo nutricional adequado no período de transição pode ajudar significativamente na imunidade e nas doenças do periparto.


Seguindo essa mesma linha de pesquisa, mas, agora com foco na imunidade do úbere, Zarrin et al. (2014) estudaram a relação entre o balanço energético negativo e a função imune específica da glândula mamária em vacas em lactação. Em particular, estes autores notam o efeito de altos níveis de corpos cetônicos (beta hidroxibutirato, BHBA), que em geral se mostra aumentado em vacas sob situações de balanço energético negativo, na resposta imune do úbere após um desafio com endotoxinas comuns na membrana bacteriana ou, simplesmente LPS, o que simula a entrada de patógenos na glândula mamária.


Resumidamente, os resultados do estudo de Zarrin et al. (2014) mostram que maiores concentrações de corpos cetônicos diminuem de forma significante a competência dos neutrófilos, principais células de defesa da glândula mamária, em se deslocar da corrente sanguínea para dentro da glândula mamária em quartos infundidos com endotoxinas, provavelmente devido a alterações no mecanismo de comunicação celular e diminuindo a síntese de moléculas conhecidas como citocinas. Baseados nesses resultados e nas alterações causadas na função imune específica do úbere pelos corpos cetônicos, os autores concluem que a presença de altas concentrações de corpos cetônicos no sangue, condição comumente encontrada em vacas em situação de balanço energético negativo, pode deixar vacas em lactação mais susceptíveis a ocorrência de mastites.


Os achados destes e outros estudos, mostram a clara relação entre desbalanços nutricionais em bovinos e alterações da função imune a nível celular. Portanto, um bom manejo nutricional e uso de dietas balanceadas, em particular durante o período de transição (3 semanas antes e depois do parto), são componentes importantes no controle de doenças do periparto, e deve sempre ser considerado com cautela na estruturação de uma programa de controle de mastites.

Fonte: P do A.
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