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 Soja e o Mercado.
6 de Junho, 2019 - 10:33
Soja segue em baixa nesta 5ª feira em Chicago e observa oportunidade de plantio nos EUA
     

 Nesta quinta-feira (6), os futuros da soja negociadoa na Bolsa de Chicago seguem recuando, dando continuidade às baixas registradas ontem. Por volta de 8h10 (horário de Brasília), as perdas eram de pouco mais de 7 pontos nos principais contratos, com o julho sendo negociado a US$ 8,62 e o agosto, US$ 8,69 por bushel.


Os mapas climáticos mostrando alguma oportunidade de plantio para os produtores americanos, segundo analistas internacionais, pesam ligeiramente sobre as cotações, que acumularam uma alta de mais de 10% no final de maio.


Assim, como já era esperado pelo consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, o comportamento mais técnico do mercado, com menos foco nos fundamentos nesta semana, continua se confirmando. As chuvas nos EUA, afinal, continuam, porém, com volumes maiores sendo agora registrados no Sul e Leste dos EUA.


Os traders, apesar de acompanharem os mapas diariamente, esperam por novas informações sobre o andamento da safra norte-americana. Os novos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) serão reportados na segunda-feira (10) em seu boletim semanal de acompanhamento de safras.


Também nesta quinta-feira, mercado atento aos números das vendas semanais norte-americanas. As expectativas para a soja variam de 250 mil a 750 mil toneladas.


Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:


Soja fecha Chicago com mais de 10 pts de baixas e negócios diminuem ritmo no BR


O mercado internacional da soja ampliou suas baixas e fechou o pregão desta com baixas de mais de 10 pontos nos principais contratos na sessão desta quarta-feira (2) na Bolsa de Chicago. O vencimento julho terminou os negócios com US$ 8,69 por bushel, enquanto o agosto ficou em US$ 8,76.


"Os grandes investidores buscam realizar lucros curtos para não perderem ainda mais. Se focando só na parte política, estavam muito vendidos e já perderam muito. Não fosse isso, esse seria um mercado de alta", explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.


E seria de alta, ainda como explica o executivo, porque a safra 2019/20 dos EUA permanece como o foco central do mercado na CBOT e ainda conta com muitos problemas. No entanto, Brandalizze complementa dizendo que o conhecido até este momento já foi precificado pelo mercado e agora espera por novas informações, principalmente as que chegam pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu próximo boletim de acompanhamento de safra.


Os dados serão atualizados nesta segunda-feira, 10 de junho, e deverão, enfim, trazer os primeiros números sobre as condições das lavouras. "E estes índices já estão atrasados, eles costumam começar a sair em maio. E na segunda, com certeza veremos um boletim de condições ruins para as lavouras americanas", acredita Brandalizze.


Além disso, o plantio segue bastante atrasado nos EUA. As chuvas continuam fortes nos próximos dias, porém, localizadas agora mais ao Sul e leste do Corn Belt, de acordo com as previsões atualizadas nesta quarta.


"Nós não vemos uma mudança neste padrão úmido. O que vemos é uma mudança das áreas mais úmidas", explica Mike Palmerino, meteorologista sênior do site internacional DTN The Progressive Farmer. "Nos próximos sete dias veremos chuvas mais limitadas no Noroeste do Meio-Oeste e nas Planícies do Norte, enquanto as áreas mais ao Sul e leste do Corn Belt continuarão a receber mais chuvas, assim como as Planícies do Sul, a região do Delta e os estados dos Sudeste", completa.


E para o resto desta semana o que se espera, no entanto, é a continuidade de um mercado ainda bastante técnico, focando menos em seus fundamentos até receber estas novas informações no início da próxima semana.


"Não acredito em altas eternas, mas também não creio que essas baixas irão durar muito tempo", explicou o consultor em agronegócio Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios. "Não é nada grave (essa queda de hoje), o mercado parou para respirar, para tomar um fôlego. O mercado ainda não precificou todo o problema da safra americana", completa.


Segundo Fernandes, não se trata somente de um atraso no plantio, mas também das condições de saturação dos solos, as temperaturas ainda muito baixas, e as produtividades já começam a cair no milho. "E o milho puxa a soja (nos preços)", diz o consultor.


MERCADO NO BRASIL


Os preços da soja acompanharam as baixas e também perderam força no mercado brasileiro. As cotações recuaram nos portos e no interior do país. Assim, os negócios seguiram bastante lentos.


"Os produtores elevaram seu patamar de venda e seguem retraídos. Os atuais níveis nos portos já não são mais tão atrativos", explica Vlamir Brandalizze.


A soja spot fechou o dia com R$ 80,50 em Paranaguá e com R$ 79,50 em Rio Grande, com queda de 0,62% em ambos os casos. Para o mês seguinte, R$ 81,50 e R$ 80,50, respectivamente, caindo 0,61% e 0,62%.


No interior, as perdas foram um pouco mais intensas, porém, não chegaram a 1%. e passaram de 1% em algumas praças de comercialização do interior do país. As referências ainda variam entre R$ 63,00 e R$ 71,00 por saca nas principais regiões produtoras do país.


 

Fonte: P do A.
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