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 Soja.
13 de Maio, 2019 - 11:32
Soja trabalha em queda na Bolsa de Chicago nesta 2ª e julho luta para manter os US$ 8
     

 Os preços da commodity são os mais baixos em 10 anos e reflete, principalmente, os altos estoques norte-americanos e a demanda mais lenta da China neste momento, maior comprador mundial.


"Com as cotações de soja no menor nível em mais de uma dcada, reflexo de estoques recorde nos EUA, gripe suiína reduzindo a demanda para soja na China e uma piora na guerra comercial EUA/China, o interesse de compra continua fraco", explica o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.


Entre as relações EUA x China, as tensões parecem ter ser aquecido. Depois da visita do vice premier Liu He a Washington, a nação asiática já avisou que irá retaliar os últimos movimentos do governo Trump. Os americanos, afinal, deram início a uma nova rodada de tarifações, agora sobre US$ 300 bilhões em produtos chineses.


Assim, um acordo entre as duas maiores economias do mundo parece cada vez mais distante. A boa notícia, em meio a todo esse turbilhão, é de que enquanto conflita com os EUA, a China segue comprando mais soja na América do Sul, especialmente no Brasil, o que já motivou, inclusive, uma boa reação dos prêmios nos portos do país.


Nesta segunda, atenção também ao quadro climático nos Estados Unidos. As condições ainda não permitem que os trabalhos de campo avancem em seu ritmo normal, e os produtores continuam bastante preocupados. Os questionamentos do mercado agora é se essas notícias, diante do atual cenário da guerra comercial, teriam força para provocar uma reação dos preços.


O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz hoje seu reporte semanal de acompanhamento de safras, com os números do progresso do plantio até o último domingo (12). As expectativas do mercado são de algo concluído entre 14% e 15% da área, contra 6% da semana anterior. Os índices se mostram atrasados em relação à média das últimas cinco safras e também se comparados ao ano passado.


Também nesta segunda, traders atentos aos números dos embarques semanais de grãos que serão divulgados pelo USDA.


Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:


Soja fecha estável em Chicago após USDA, mas prêmios sobem forte no Brasil


Os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) chegaram, as conversas entre China e EUA continuaram, as tarifas americanas sobre produtos chineses ficaram efetivamente mais altas e os preços da soja terminaram o pregão desta sexta-feira (10) com estabilidade na Bolsa de Chicago.


No encerramento dos negócios, os futuros da oleaginosa perderam pouco mais de 3 pontos nos principais vencimentos. O vencimento maio fechou a semana com US$ 7,97 e o julho, que é o mais negociado neste momento, com US$ 8,09 por bushel.


Em seu boletim de maio, o USDA trouxe estoques finais maiores para os EUA na safra 2018/19 na casa das 27 milhões de toneladas. Embora acima das expectativas, um aumento já era esperado pelo mercado. As exportações, do mesmo modo, foram revisadas para baixo. Os números, de fato, pesaram sobre o mercado, no entanto, os traders preferiram olhar mais adiante.


Para a safra 2019/20, o relatório apontou uma safra menor nos EUA - resultado de uma redução na área e de uma produtividade que deverá ser menor - bem como estimou também uma produção global menor. A projeção do departamento é de 355,66 milhões de toneladas, contra as mais de 362 milhões 2018/19.


E como explica o diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo, o USDA estima uma oferta menor na próxima temporada, mas como uma manutenção da demanda. As importações chinesas do presente ano comercial, afinal, foram estimadas em 86 milhões de toneladas - contra 88 milhões do boletim de abril - enquanto as da nova safra são esperadas em 87 milhões.


Outro reflexo deste relação são os estoques finais globais desta safra estimados em 113,18 milhões e os da próxima em 113,09 milhões.


Nas atualizações da guerra comercial, o dia termina com negociadores de ambos os lados concordam em se reunir mais uma vez em Pequim. As conversas continuam. Donald Trump confirmou novas rodadas de negociações, porém, afirmou ainda que as tarifas podem ou não ser removidas, segundo noticiou a Reuters.


Ainda nesta sexta, o presidente americano se pronunciou no Twitter afirmando que o governo irá fazer grandes compras de produtos agrícolas para aliviar as condições produtores e para enviá-los a "países pobres e famintos". Suas declarações pouco impactaram o andamentos dos mercados.


PRÊMIOS AINDA SÃO DESTAQUE NO BRASIL


Com a demanda do maior comprador mundial ainda focada no Brasil e os preços baixos de Chicago - que seguem renovando suas mínimas - os prêmios no Brasil continuam sendo o destaque do mercado. Somente nesta sexta-feira, o valor para a posição maio subiu 55,56% no porto de Paranaguá para 70 cents de dólar acima dos valores praticados na Bolsa de Chicago.


As posições mais distantes já contam com prêmios na casa dos 81 cents. E nesta sexta apresentaram valorização de mais de 20%.


Durante toda a semana os prêmios subiram no mercado brasileiro e, ainda segundo Cogo, deverão continuar subindo em um movimento exponencial. Entretanto, o executivo não acredita que esses prêmios mais altos irão se traduzir em maiores ganhos para os produtores brasileiros, uma vez que podem somente compensar as perdas e os baixos preços na Bolsa de Chicago.


Nesta sexta, os indicativos nos portos brasileiros subiram. Em Paranaguá, R$ 73,50 no disponível, com alta de 1,38%, e R$ 72,00 por saca em Rio Grande, com ganho de 0,42%. Para junho, R$ 74,00 e R$ 73,00, respectivamente, com os preços subindo 1,37% e 0,69%.


 

Fonte: P do A.
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