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3 de Dezembro, 2012 - 06:30
  Christiane Batista

   Eterno País do Futuro
     

Semana passada, em vários momentos, ouvi falar sobre tributos. Acompanhei no Jornal Nacional a reportagem “O Brasil é o país que dá menos retorno pelos impostos que cobra” - essas verdades assim colocadas de maneira paradoxal me atraem. Saiu ainda massivamente na mídia a notícia “peso dos impostos sobre a economia bate recorde e atinge 35,3% do PIB”. Em meu artigo anterior falei dos 5 kg de arroz e sua tributação. Duvido se não te bateu aquela curiosidade de saber o quanto rendemos tributos em tantas outras coisas, como o combustível do carro e a pasta de dentes. Pois bem, o conhecimento liberta você de pagar calado e ignorantemente, pois mesmo tendo conhecimento, por hora vai ter de pagar. Digo por hora pois isso pode mudar. Revoluções são resultado da união de muitas pessoas pensando igual, sabendo igual e agindo. Imagine então agora uma revolução tributária popular no Brasil, quando todos tenham a ciência de que estão sendo logrados pelos patamares públicos governantes. Enquanto ignoramos nosso poder de luta e transformação estamos entregues ao conformismo, pagando na conta de luz mais de 35% do valor total em tributos. Quando abastecemos o tanque do carro para trabalhar a semana toda podemos entregar até quase 40 % àqueles que elegemos um dia. Saiba também do creme dental: limpando seus dentes te custa 34,67% de seu valor em tributos. Ah, calma lá, assim fica difícil mostrar os dentes e sorrir refrescado. Tem mais, quando você faz a fezinha na Mega-Sena também está sendo mordido e o felizardo ganhador muito mais. Aqueles números em milhões divulgados constituem apenas 46% de tudo que foi arrecadado na rodada, sendo o leão sócio nesta porcentagem. A outra porcentagem vai da fonte direto para o governo. “Parte do valor arrecadado com as apostas é repassada ao Governo Federal, que pode, então, realizar investimentos nas áreas da saúde, educação, segurança, cultura e do esporte, beneficiando toda a população”, diz no site da Caixa. Sei.

Se eu fosse o Roberto França diria agora bomba, bomba, bomba! Você já sabia que entre os 30 países que mais enfiam a faca em sua população, o Brasil é o melhor do melhor do mundo em não oferecer bem-estar e serviços públicos ao cidadão? Eu sei que já sabia, pois você paga plano de saúde para a família toda, paga segurança eletrônica e monitorada, escola a vida toda para os filhos, arrebenta a suspensão do carro nos buracos dos prefeitos ou tapa o nariz ao passar nos esgotos estourados. Estes dados da reportagem do JN foram captados junto ao IBPT e a ONU. Por sua vez foram constatados equacionando-se IDH e carga tributária. E não precisa ser um Ives Gandra para ratificar as constatações. Nós brasileiros é que sabemos, esta conta está certinha. Ainda assim o tributarista avaliza todas as informações e esclarece mais, afirma que pagamos tributos para sustentar uma administração pública inchada. “Temos quase o dobro de ministérios que os EUA onde o PIB é oito vezes maior”, ele justifica na matéria do JN. Assertivamente as esferas estadual e municipal seguem o exemplo e a seu turno também engordam.

Gandra sugere poucas mudanças, mínimas e lógicas – redução da máquina administrativa para redução da carga, simplificando a cobrança. Consequentemente a direção correta dos recursos é a alma do negócio, alma pois depende mesmo do caráter do preposto eleito para arrecadar, repassar e aplicar, tornando a coisa toda questão de honra. Honra de quem se candidata a preposto e honra de quem se apresenta para elegê-lo. Então, conhecimento para abandonar o conformismo e honra para fazer certo parece ser óbvio, porém é o que falta no país.

Deixando tudo isso de lado, como está, Ives Gandra entende ser o Brasil o eterno país do futuro e celebra o escritor Stefan Zweig, que há mais de 70 anos profetizou este ufanismo. Agora, tanto tempo depois, o futuro ainda não chegou e eu diria que o ufanismo metamorfoseou-se à triste constatação do advogado: “continuamos sendo o país do futuro”.

Fonte: Olhar Direto

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