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5 de Novembro, 2012 - 08:30
  Gabriel Novis Neves

   O meu ipê
     

Há um quarto de século moro ao lado do antigo 16º Batalhão de Caçadores.

Sempre contemplo, pela janela do meu escritório, a beleza da imensa área verde que cobre grande parte daquele quartel - sempre muito bem tratada. As árvores de grande porte fornecem sombras refrescantes, tão apreciadas no clima desértico da ex-Cidade Verde.

O contraste do conjunto das mangueiras, arqueadas de frutos, nessa fase do ano, com as fatias de hortaliças, dá uma ideia do respeito à terra urbana, onde o metro quadrado é o mais valorizado de Cuiabá.

As visitas que se arriscam até o meu esconderijo ficam fascinadas com a beleza do local.

Há uma unanimidade com relação à possível permuta do local do histórico e querido 16º BC para outro local, e o seu lugar aproveitado para a criação do Parque da Cidade.

Eu tenho o privilégio de contemplar, com saudade, esse pedacinho da minha Cuiabá nos três turnos do dia.

Uma manhã, ao abrir a janela do meu escritório, tarefa que faço todos os dias, fico surpreso, ao contemplar, naquele espaço, um enorme ipê roxo todo florido.

Não sei explicar como não tinha reparado nessa árvore majestosa nos dias anteriores, pois o seu florescer, com certeza, não aconteceu de um dia para o outro.

Parei por instantes para admirá-lo, enquanto procurava uma resposta para a minha cegueira sensorial.

A teoria sempre foi mais fácil que a prática, diz um velho ditado.

Encontrei uma resposta pela minha angústia em não perceber mais o belo. Sempre olhei o terreno do quartel pelos olhos que não estão no coração.

Quantas vezes perdemos oportunidades de sermos felizes por não enxergamos com o coração. A visão do coração é mais elaborada e despojada das amarras emocionais, tão traiçoeiras.

Quantas vezes não enxergamos o belo pela cegueira inexplicável, produzida pelas nossas emoções?

Infelizes os seres humanos que só valorizam o que vêem com os olhos da razão. Logo se cansarão das mesmices e entrarão no perigoso mundo das frustrações.

Os olhos se cansam prematuramente e, se tivermos somente condições de identificar o belo por eles, o nosso ciclo de felicidade é curto.

A visão do coração só nos leva à cegueira, quando não há mais razão de viver.

Gabriel Novis Neves

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