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1 de Novembro, 2012 - 07:09
  RODRIGO VARGAS

   Pelo fim do “Tô que tô”
     

O eleitor deve ser livre para votar, sem o temor de um perfil em desalinho

Mauro Mendes teria usado sem pestanejar. Carlos Brito, se pudesse, não perderia a oportunidade. Guilherme Maluf também não deixaria passar batida a chance.

O desenho do cenário político, porém, concedeu a Lúdio Cabral o direito de empunhar a bandeira do tal alinhamento. E ele a agarrou com a avidez de um náufrago a um pedaço de madeira.

Não sei até que ponto a tática do “Tô que tô” contribuiu para a impressionante arrancada do petista desde o primeiro turno. É evidente, porém, que a insistência com que foi abordada (o jingle está tocando neste exato momento na minha cabeça) tinha respaldo em pesquisas internas e no retorno das ruas.

Certamente, muita gente foi às urnas considerando positivamente a possibilidade de uma administração municipal “em sintonia” com os governos estadual e federal, ou coisa que o valha.

Um raciocínio que, traduzido para a vida real, seria mais ou menos o seguinte: “Um prefeito do PT, com apoio do PMDB, terá mais facilidade para receber verbas dos governos do PT e do PMDB”.

Também pode ter ocorrido a outros eleitores uma conclusão no outro extremo: “Se o candidato do alinhamento não for eleito, nossa cidade será castigada e preterida na distribuição de recursos”.

Em ambos os casos, estamos diante de um retrocesso que, para as próximas eleições, deveria ser alvo de uma ampla reflexão dos partidos, dos políticos e mesmo da Justiça Eleitoral.

É claro que não estou advogando que um candidato seja impedido de receber e, se desejar, divulgar aos quatro ventos o apoio de aliados que ocupem cargos públicos.

O fato é que este apoio jamais poderia ser dado em nome (ou sob chancela implícita) de uma posição transitória no governo - ente público que serve a todos, independentemente da cor partidária.

Neste sentido, um apoio do Silval deveria ser o fruto da liberdade de expressão do cidadão e do político, e não do governador.

Uma recomendação da Dilma deveria o resultado de sua simpatia pessoal e política, não da perspectiva de uma futura parceria com a administração federal.

Nem é preciso lembrar que as prefeituras que mais investem em planejamento urbano e são competentes na execução de seus projetos são as que mais recebem recursos estaduais e federais.

Falso na prática, lamentável em termos conceituais e perigoso nas consequências que traz para nossa recente, e ainda cambaleante, democracia, o “Tô que tô” tem que acabar. O eleitor deve ser livre para votar em quem achar melhor, sem o temor infundado de um perfil em desalinho.

RODRIGO VARGAS é jornalista em Cuiabá.

rodrigovargas.cba@gmail.com

Fonte: Midia News

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