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1 de Novembro, 2012 - 07:05
  Pedro Lima

   Pobre Mato Grosso rico (6)
     

Julio Campos assumiu o governo com duas metas: na área administrativa dizia que seria o novo Juscelino. Para lembrar, Juscelino havia prometido cinquenta anos em cinco na sua gestão de presidente da República e cumpriu. Julio prometeu quarenta anos em quatro aqui em Mato Grosso e cumpriu. Na área política o projeto do governador era ser um Filinto redivivo. O sucessor do senador Filinto Müller na política mato-grossense.

Realmente, como tocador de obras foi um verdadeiro Juscelino. Montou um secretariado bom, recebeu vários projetos de financiamento em andamento, os quis deu sequencia, elaborou outros tantos e - justiça seja feita ao governo militar - o governo federal foi muito generoso na assinatura de convênios e liberação de recursos para Mato Grosso.

Existem coisas que eu não consigo entender, eu tenho fotos no meu arquivo com vários prefeitos, juntamente com o deputado federal Bento Porto, em audiência com três ministros no mesmo dia, Mário Andreazza, do Interior, César Cals, de Minas e Energia; Jarbas Passarinho, da Educação. Era uma ditadura de fato, mas os políticos eram bem tratados. Mato Grosso no governo Figueiredo foi muito beneficiado.

Tenho tomado conhecimento através da imprensa de reclamações de deputados e senadores da dificuldade em marcar audiências com ministro nos governos ditos democratas. Acho estranho, porque no governo dos militares esse problema não havia.

Julio Campos, talvez beneficiado pelo fato de Mato Grosso ser uma ilha governada pelo PDS cercado de um continente governado pelo PMDB, conseguiu muitos recursos e aval do governo federal para empréstimos no exterior e, na realidade, fez um grande governo. A meu juízo, os três melhores governadores de todos os tempos até os dias atuais foram, por ordem de antiguidade, Julio Müller, Pedro Pedrossian e Júlio Campos.

No entanto, a pretensão do Julinho em ser o sucessor político do senador Filinto Müller ficou a anos luz da realidade. O que tinha Júlio de bom de obras, tinha de imaturidade para o poder. Talvez em razão de sua juventude e uma carreira que até então só tinha conhecido sucesso, caiu na vala comum da vaidade, esse pecado que tem sido o fim de muitas carreiras promissoras.

Criou atritos desnecessários, tinha em muitas oportunidades, até prazer em dar rasteiras, além de uma peculiaridade interessante: comportava-se como aquele sujeito que naufragou e ficou sozinho numa ilha deserta com uma mulher muito bonita, a mais cobiçada da sua cidade. Os dias foram passando e ele começou a dar em cima da mulher que, inicialmente, repudiou sua pretensão. No entanto, com o passar do tempo ela decidiu aceitar, mas impôs a ele a seguinte condição: nós vamos transar enquanto estivermos aqui, mas quando formos resgatados e chegarmos a nossa cidade, você vai me jurar que não conta para ninguém. O sujeito pensou na condição da mulher e lhe disse. Eu resolvi, não quero mais, porque se for para eu transar com você e ninguém ficar sabendo não tem graça. O próprio Júlio se encarregava de contar para todo mundo as maldades que fazia.

A realidade é que Júlio conseguiu levar o governo a bom termo até o fim, em função de sua bancada que ainda esposava o sentimento partidário, e o seu notável líder, deputado Oscar Ribeiro, que era muito estimado e respeitado não tão somente pela bancada do governo, mas também por toda a casa. Oscar foi algodão entre cristais.

Haja vista, e foi a última vez que aconteceu isto em Mato Grosso, que mesmo tendo se desenhado com bastante antecedência a vitória do PMDB em 86, não houve nenhuma adesão. Os dois partidos terminaram com o mesmo número de deputados que iniciou a legislatura. Foi a última vez que tal fato aconteceu desde a abertura política.

No próximo artigo será traçado o perfil do Senador Filinto Müller, que eu conheci aos treze anos de idade e com quem convivi até a sua morte naquele trágico acidente da Varig chegando no aeroporto de Orly em Paris. (continua)

Pedro Lima é analista político e advogado. E-mailaurorazaiden@hotmail.com

Fonte: Ohar Direto

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