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7 de Junho, 2011 - 14:28
   LORENZO FALCÃO

   Falta de respeito
     

Domingo é dia de paz. De descanso e/ou lazer. Minha prática mais comum para esse dia tem sido ficar em casa. Produzir um almoço especial e me horizontalizar em frente à televisão, selecionando as coisas a que gosto de assistir. Futebol e esportes em geral, além dos bons filmes que escolho com prazer. Domingo passado não foi bem assim. Ficamos sem energia no bairro onde moro, desde o final da manhã. E a interrupção durou quase duas horas.

Sem energia, sem telefone também. Do meu celular ligo para a Rede Cemat e recebo aquela resposta insatisfatória: "Estamos promovendo melhorias na rede". Quero saber o tempo que vai demorar para que as tais melhorias se finalizem e eu possa retornar à minha rotina domingueira. "Isso eu não sei dizer, a informação que tenho é a de que estão sendo feitas essas melhorias". Fico com raiva. Uma raiva controlável, já que sofro de hipertensão e contrariedades agudas são totalmente contraindicadas.

Já no domingo, então, começam a me surgir as palavras que imprimo hoje. Que registram a minha revolta contra essa situação que acho desrespeitosa para com o público consumidor de energia. Sempre ouço dizer que pagamos, em Mato Grosso, uma das energias mais caras do Brasil. E que isso é uma herança do ex-governador Dante de Oliveira, que quem o sucedeu, Blairo Maggi, havia prometido lutar contra esse alto custo, mas nada fez. Cá com meus botões, duvido muito que o atual governador, Silval Barbosa, mova alguma palha contra essa situação. E assim vamos ficando.

Minha revolta se enraíza, mas controlo-me, sempre contornando a hipertensão. "Puxa, por que promover as tais melhorias, justamente, num domingo, quando quase todo mundo está em casa?". Difícil de entender e de engolir isso. A memória me conduz a uma conversa que tive, faz tempo, com algum funcionário de empresa contratada pela Cemat para cortar energia de inadimplentes. "Puxa, moço, não corta não... O senhor não sabe como fica ruim aqui em casa. Faz muito calor, fica escuro e tem muito mosquito", disse uma menininha de uns seis anos, moradora do bairro Pedra 90 ao sujeito que, apesar de emocionado com a argumentação da menininha, foi lá e ‘crau“ na energia da casa dela.

O drama dessa pequena criatura e da sua família, certamente, é muito maior que o meu, embora o corte de energia de minha casa não tenha sido provocado por falta de pagamento. Então, fica aqui meu registro contra a falta de respeito da parte da Rede Cemat, para com o público consumidor. Uma energia tão cara como a nossa, e que nos chega, desconfio, com passivos ambientais, jamais deveria privar do conforto aqueles que pagam em dia. E jamais, também, deveria causar tanto constrangimento à população de baixa renda.

LORENZO FALCÃO é editor do caderno Ilustrado do jornal Diário de Cuiabá

lorenzofalcao@yahoo.com.br

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